Menos congestionamentos, menos estresse, menos sedentarismo, menos danos ao meio ambiente.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Federação de Ciclismo do Estado realiza o maior evento ciclístico da América Latina

As atividades da Semana Nacional de Trânsito e do Dia Internacional da Paz começam neste domingo, às 8 horas da manhã, com 30 mil ciclistas na orla do Rio. Este grande passeio tomará conta do percurso entre o começo do Aterro do Flamengo até a Praia do Leme.

Domingo acontece a 22ª edição do evento "UM DIA SEM CARRO, que terá a duração de aproximadamente 6 horas. Pela segunda vez na cidade Rio - as outras edições aconteceram em Niterói e em menor proporção - o evento UM DIA SEM CARRO tem como objetivo conscientizar e incentivar a população a diminuir a utilização do automóvel e assim, amenizar a poluição, desafogar o trânsito e melhorar o bem-estar das pessoas.

Fernanda Keller, madrinha do evento, e Dani Genovesi, campeã da maior competição do Ciclismo Mundial, a Race Across America de 2009, já confirmaram presença. As atletas acompanharão o passeio de cima do trio elétrico que abrirá caminho para os participantes.

O evento terá show com os atletas de freestyle Robson de Paula e Wendel Bastos e sorteará 20 bicicletas Caloi 21 marchas e 20 livros Bicicleta - a Cara do Rio.

Para garantir a segurança, o passeio contará com 100 pessoas de apoio, cordão de isolamento, e 'caminhões vassoura' que irão recolher e consertar as bicicletas com defeito, além de ambulâncias e ciclistas-médicos.

O Dia Mundial Sem Carro (que será comemorado no dia 22, quarta) foi idealizado na França, na década de 1990, e conquistou a adesão de cidades em diferentes países, com o passar dos anos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Prefeitura divulga ações do Dia Mundial Sem Carro

O secretário de Meio Ambiente e vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz, e o Secretário de Transportes, Alexandre Sansão, apresentam hoje no Palácio da Cidade as ações que a Prefeitura do Rio vai promover no DIA MUNDIAL SEM CARRO, na próxima quarta-feira, dia 22 de setembro. Na semana passada, o projeto 1 Carro a Menos já havia mencionado a adesão da Prefeitura ao movimento.

A data é comemorada simultaneamente em diversas metrópoles do Planeta para conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão de gases do efeito estufa e ressaltar a importância do uso sustentável dos meios de transporte, priorizando os ecologicamente corretos. Entre as medidas que serão adotadas está a proibição de estacionamento de carros e motos em diversas ruas do Centro. Com isso, a Prefeitura calcula que cerca de 2.100 veículos vão deixar de estacionar e circular no Centro da Cidade neste dia.
Além disso, serão divulgadas as ruas dos bairros da cidade que terão que implantar novas zonas 30, que significa a limitação da velocidade 30km/h e permite o tráfego de bicicletas e veículos em uma mesma via.
As secretarias de Saúde, Educação, Esporte e Lazer, Meio Ambiente, Cultura, entre outras, estarão envolvidas durante o DIA MUNDIAL SEM CARRO promovendo atividades de lazer, cultura e prevenção de saúde com a população e com alunos da rede municipal.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Depoimento de uma moradora do Recreio



Eu, Daniela, estou morando no Recreio há um ano depois de uma temporada em SP, e uma das boas surpresas que tive logo ao chegar foi descobrir um bairro bem amigo dos ciclistas. Quase todos os pontos comerciais têm bicicletário na porta, e as ruas planas e pouco movimentadas são perfeitas pra pedalar. Eu (que passei a temporada em São Paulo pedalando só nos parques, com medo de encarar o trânsito) tenho resolvido as coisas do dia-a-dia na minha bike - banco, correios, papelaria, praia, mercado, dentro do bairro é tudo de bicicleta. É uma pena que não dê para arriscar trajetos mais longos, porque (como no Rio de forma geral) faltam ciclovias mais "utilitárias" e que não atendam só ao lazer à beira-mar. Quando trabalhei na Barra da Tijuca eu fiz planos de ir até lá pedalando, mas a infraestrutura não ajuda: pela Av. das Américas o longo trecho sem ciclovia, sem calçadas ou sequer acostamentos entre o Condomínio Pedra de Itaúna e o Barrashopping afugenta os ciclistas por causa do trânsito pesado (infelizmente eu já vi acidentes envolvendo bicicletas neste 1 ano passando ali regularmente), e embora a ciclovia da praia siga sem interrupções desde a Macumba até o Pepê, o trecho que passa pela Praia da Reserva não tem sinalização ou iluminação, e a pista abaixo do nível dos carros e escondida pela vegetação em boa parte do trajeto põe em risco a segurança de quem pedala por ali.


As minhas duas filhas se empolgaram com a campanha do "1 Carro a Menos" e também e quiseram adesivar e fotografar as suas bicicletas. A maior, de 9, está começando a aderir à bike como transporte para ir à escola e à pracinha. A menor (de 4) também é bicicleteira - já aposentou as rodinhas na sua aro 16, e pros trajetos que ainda não consegue acompanhar ela tem lugar garantido na cadeirinha da minha garupa.
Mudamos pra cá sem carro e está nos planos voltar a ter um, mas com ou sem carro o lugar que as bicicletas conquistaram na nossa rotina certamente não vai mudar!

[Daniela Dias]

sábado, 11 de setembro de 2010

Dia Mundial sem Carro: 22/09/2010

No próximo dia 22, uma quarta-feira, será o Dia Mundial sem Carro. Os cariocas já começaram a se mobilizar para ir ao trabalho nesta data a pé, de bicicleta ou de ônibus/metrô.

A prefeitura do Rio ainda não divulgou se repetirá o decreto de 2009 que proibiu o estacionamento no quadrilátero que tem como limite a Rua Santa Luzia, a Avenida Presidente Antônio Carlos, a Rua da Assembleia e a Avenida Rio Branco, no Centro. Estamos na torcida para que esta e outras ações sejam tomadas novamente. Vamos aguardar as decisões dos próximos dias.

O Dia Mundial sem carro é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelos demais continentes. Trata-se de um manifesto para chamar atenção sobre os problemas causados pelo uso excessivo de automóveis e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis. O projeto 1 Carro A Menos gostaria que seus seguidores abraçassem esta causa no dia 22.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Todos trabalhados na bicicleta



Nos últimos dias, lendo notícias na Internet, jornais, revistas e assistindo à televisão, percebi que as bikes estão no auge da moda. Para a temporada primavera-verão carioca, será a grande tendência ditada pelas ruas e ciclovias.
Só para se ter ideia, vou fazer um pequeno resumo do que tenho visto de interessante e de in, ‘bicicletamente’ falando.
No finalzinho do mês de agosto saiu na Revista O Globo, encartada aos domingos no jornal de mesmo nome, uma matéria contando a história do bloco das bikes, em que os foliões enfeitam suas bicicletas e se fantasiam para percorrer o trecho do Horto à Urca ao som de marchinhas, MPB, funk e hip hop. Estilo supercarioca...
Atriz Ellen Page no Cycle Chic
Esta festa ciclística foi batizada de Passeio Completo e inspirada no Cycle Chic que nasceu em Copenhague, na Dinamarca. O movimento fashion sob duas rodas já se espalhou para outras partes do mundo, inclusive São Paulo e na semana passada, foi tema do GNT Fashion, reportagem sob a assinatura da grife Mariana Weickert.
Também na semana passada, saiu no jornal de Bairros do Globo Zona Sul, uma matéria mostrando a rotina dos cariocas que fazem tudo de bicicleta. Pelo visto, esta moda (do bem) já pegou por aqui.
Além de meio de transporte não poluente, no Rio, a bike é um motivo a mais para curtirmos a paisagem e os amigos sob a luz do sol ou da lua. O SulAmérica Night Bikers tem unido centenas de pessoas durante os passeios ciclísticos noturnos realizados na orla do Leblon ao Leme.
Como diriam as blogueiras de moda, os cariocas estão ficando cada vez mais trabalhados na bicicleta.

[Adriana]

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Reciclando e pedalando

Todos os anos, os americanos compram 22 milhões de novas bicicletas e deixam de lado milhões delas, abandonando-as em porões, galpões e garagens. No entanto, pessoas carentes de outros países precisam deste meio de transporte barato e não poluente para conseguir emprego, fazer compras, se locomover, chegar à escola e ao trabalho. A Organização Não Governamental americana Pedais para o Progresso já coletou, reformou e enviou mais de 126 mil bicicletas de segunda mão para 32 países do Terceiro Mundo. As bicicletas são vendidas a preços bem populares e acessíveis.
O ONG faz o mesmo trabalho com máquinas de costura: mil delas já chegaram a países em desenvolvimento.

David Schweidenback, presidente e fundador da organização, já se tornou uma celebridade nos Estados Unidos, depois de 19 anos reciclando e distribuindo bicicletas usadas.

- Bicicletas consideradas velhas podem transformar a condição social e econômica de famílias carentes. Elas dão acesso a trabalho, saúde e educação, algo impossível de conseguir andando a pé - disse David, numa entrevista, à rede americana de TV CNN.

As sementes dos Pedais para o Progresso (em inglês, Pedals for Progress) foram plantadas quando Dave prestou serviço voluntário no Equador entre os anos de 1977 e 1980.

- Com exceção dos passageiros de um único ônibus que vinha da cidade e de um homem que tinha uma pick-up, todo mundo andava a pé para todos os lugares - lembrou

Dave recorda que conheceu um homem que era o mais bem-sucedido da região porque tinha a única bicicleta num raio de 800 km.

-Ele tinha acesso ao que precisava e podia ir ao trabalho
Retornando aos Estados Unidos, Dave perguntou aos amigos e vizinhos se poderiam doar 12 bicicletas usadas para o Equador. À época, o americano se surpreendeu: conseguiu 140 doações. Depois da experiência gratificante, fundou os Pedais para o Progresso.
De lá para cá, o empreendimento cresceu. Schweidenback organiza 140 envios de carregamentos de bicicletas usadas e reformadas para países do Terceiro Mundo por ano, e em média coleta 90 bicicletas em três horas. No seu final destino, cada bicicleta é vendida por R$25.

Nos lugarejos mais humildes, o que se vê é o uso criativo e ecológico das bicicletas, que são transformadas em carrinhos de coletar lixo, carroças, cadeiras de rodas ou em táxis turísticos.

O link do Pedals for Progress é http://www.p4p.org/

(Adriana)

sábado, 28 de agosto de 2010

Um dia sob duas rodas

Juliana com a bicicleta Regina em Bonn
São 9h da manhã de uma terça-feira comum, Juliana se arruma para ir ao trabalho e prepara Regina com todo o cuidado. A dupla sai da rua Fadel Fadel, no Leblon, com destino à Fundação GetúlioVargas, na Praia de Botafogo.


A partir de 10h, a jovem de 26 anos precisa estar a postos para desempenhar o papel da economista promissora Juliana Figale, com mestrado na FGV e especialização em Governança Global na Alemanha. Enquanto isso, Regina a esperará. Ao final do expediente, por volta de 18h, as duas voltarão para casa.

A amizade entre elas surgiu na cidade alemã de Bonn, durante a temporada de estudos da economista. Um dia, Ju olhou despretensiosamente para uma lojinha: avistou uma bicicleta da marca Regina, da Alemanha Oriental, ou seja, anterior a reunificação, por apenas 50 euros. Comprou na hora.

- Descobri uma nova forma de vida. Andar de bicicleta é um jeito de vivenciar a cidade, de se exercitar, de ter uma atitude sustentável – comentou.

Na Alemanha, Juliana se locomovia sob duas rodas para todos os lugares, da universidade ao barzinho. Em Bonn, dois de cada dez habitantes utilizam, como meio de transporte, a bicicleta, que também é a principal forma de locomoção para 9% dos alemães. Taí, um excelente exemplo a ser copiado.

De volta ao Rio de Janeiro, Juliana pensou: por que não ir de bike para o trabalho? Do pensamento às primeiras pedaladas, houve alguns percalços.

- Tive algumas dificuldades, como encontrar um bicicletário e um local para tomar banho, trocar de roupa. Fiquei algumas semanas escolhendo o caminho, porque quando começa a ciclovia da Mena Barreto é um caos: pedras, buracos, carros estacionados. É preciso, em alguns trechos, andar na rua no meio dos carros, situação que exige cuidado – disse.

Hoje, Juliana se considera um ciclista cidadã, que conhece seus direitos e deveres.

E por falar nisso...Não custa lembrar... O movimento “1 carro a menos” defende o direito das pessoas de ir e vir de maneira mais saudável e prazerosa: de bicicleta, a pé, de skate, patinete, utilizando o transporte público de qualidade. Defende também um dever: o uso consciente dos carros. Saber quando usá-los, quando deixá-los em casa, a opção pela carona solidária, rodízio etc.

[Adriana]