Menos congestionamentos, menos estresse, menos sedentarismo, menos danos ao meio ambiente.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Barcelona, uma inspiração para o Rio

Quando fazia turismo pela Europa, Deborah também optava pela bike
A publicitária e jornalista Deborah Serra, 34 anos, voltou recentemente de uma temporada de 4 anos na Espanha, onde concluiu o Mestrado e iniciou o Doutorado em redes sociais na Universidade Autônoma de Barcelona. Lá, ela adquiriu um hábito saudável: andar de bicicleta. Mesmo quando ia para outras cidades da Europa como Amsterdam, ela também optava pela bike. O Projeto 1 Carro a Menos fez uma entrevista com Deborah para ela contar um pouquinho de sua experiência em Barcelona, cidade que serve de inspiração para o Rio, desde que sediou as Olimpíadas de 1992.


1 Carro a Menos: Em Barcelona, é muito mais fácil se locomover de bicicleta do que no Rio? Por quê?
Deborah: Bastante mais fácil. Primeiro, pela própria geografia da cidade, que é bem menor e mais plana do que o Rio. Depois, pela questão da segurança. Você pode andar à noite e em lugares mais desertos sem medo de ser assaltada. Além disso, há ciclovias cortando quase toda a cidade e o trânsito é mais tranquilo. Vale ressaltar que há o Bicing, o sistema de transporte por bicicleta da prefeitura. Ou seja, mesmo que você não tenha uma bicicleta própria, pode usar esse sistema.

1 Carro a Menos:Você sentia mais segurança lá para andar de bicicleta?
Deborah: Sem dúvida, pelos motivos que expus antes. No entanto, também há muitos casos de furtos de bicicletas estacionadas.

1 Carro a Menos: Aqui, no Rio, você poderia usar a bicicleta como meio de transporte (casa - trabalho)?
Deborah: Aqui, depende. Se você mora e trabalha perto da orla, sim. Mas se para ir da casa ao trabalho é necessário pegar uma via expressa, não. Além disso, como disse antes, as distâncias são maiores.

1 Carro a Menos: Qual era sua rotina de bicicleta lá, em Barcelona?
Deborah: Eu ia de bicicleta para todos os lugares, na maioria das vezes, usando o Bicing, pela comodidade de poder ir aos lugares de bicicleta e poder usar outro meio de transporte para a volta. Explico: a cidade fica entre o mar e a montanha. Então você pode descer para a parte baixa, da praia, em Bicing, e voltar de metrô, por exemplo, se não quiser fazer o esforço de subir pedalando. A parte chata é que todos pensam assim, então muitas vezes não há lugar para estacionar a Bicing nas estações que ficam na parte baixa da cidade. Tirando isso, se locomover em bicicleta compensa muito. Para se ter uma idéia, eu demorava 45 minutos para chegar ao trabalho de metrô e uns 25 de bicicleta.

1 Carro a Menos: Como você se sentia ao ir de bicicleta para o trabalho?
Deborah: Me sentia ótima! Aproveitando o tempo da locomoção para curtir a cidade e fazer exercícios.

1 Carro a Menos: Você acha que o Rio um dia pode chegar perto de Barcelona, em se tratando de locomoção com bikes?
Deborah: Acredito que muita coisa pode melhorar, mas é claro que o Rio é uma cidade de um porte muito maior do que Barcelona e tem morros por todas as partes. Assim mesmo, acho que se pode planejar mais ciclovias, principalmente nas vias expressas.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

CIRCUITO PARA BIKES NAS UPPS

Tracks no Morro da Providência
Desde que algumas comunidades cariocas passaram a ser ocupadas pelas UPPs, a Pedal 2 começou a explorar esses "espaços novos para pedalar".
Após parcerias com os comandos das Upps, comunidades da Providência, Turano, Salgueiro, Morro dos Macacos, Borel e Complexos do Alemão e da Penha começaram a ser demarcadas e seus caminhos classificados para as mais diversas pedaladas. Entram no mapa: trechos com single tracks em becos, vielas e trilhas na mata e entre casas, subidas super íngremes e novos e fantásticos visuais.
Em abril de 2011 a Pedal 2 realizará uma prova de cross country entre a Tijuca, o Turano e o Salgueiro, com inúmeras atividades ligadas à cultura de bicicleta. Já no segundo semestre do ano 2011, haverá três provas em comunidades diferentes, dentro do circuito XC de favelas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cartão amarelo para os maus motoristas



Fechamos o ano de 2010 desejando aos nossos simpatizantes e seguidores em excelente 2011, cheio de ótimas pedaladas. Aproveitamos a oportunidade para mostrar a ideia de um artista americano, que inovou e inventou um cartão amarelo para maus motoristas. O cartão amarelo é um ímã com ensinamentos.
Sugere-se que o ciclista ande com alguns destes alertas na mochila. Quando o motorista vir um cartão amarelo pregado na lataria vai saber que fechou ou pôs em risco a vida de um ciclista. Se um em cada 10 motoristas que receberem o aviso ficar um pouco mais educado, já é uma vitória para o artista Peter Hopkins Miller, autor da ideia.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Paris lança o carro elétrico de aluguel



Após o sucesso do serviço das bicicletas de aluguel, a prefeitura de Paris anunciou recentemente o Autolib, sistema que colocará à disposição dos motoristas milhares de carros elétricos, um projeto que pretende melhorar a oferta de transporte e diminuir a poluição na capital francesa. Para usar o sistema, o motorista precisará fazer uma assinatura que pode ser anual, mensal ou apenas para um dia de uso.
O objetivo é fazer com que os parisienses troquem o veículo próprio pelo serviço. "Na cidade do século XXI, nós podemos, às vezes, precisar utilizar um carro sem, necessariamente, ter um", afirmou o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, que disse esperar que o serviço seja uma "revolução e inspire outras metrópoles mundiais".
O urbanista Antonio Duarte, presidente da associação Grand Paris, que debate o futuro da metrópole parisiense, aposta no serviço como uma grande vantagem para o cidadão que não precisa de um veículo todos os dias.
"O custo de um carro 365 dias por ano é muito alto, principalmente em Paris. Além do preço de compra, existem os impostos, a manutenção, o estacionamento, etc. Se voce só precisa usar o carro de vez em quanto, o Autolib vai custar muito mais barato", calcula Duarte.
O Autolib é baseado no mesmo sistema do Velib, que há três anos oferece aluguel de bicicletas em Paris e seus arredores. Será necessário apenas uma carteira de motorista para, por exemplo, retirar um carro no bairro central de Saint-Germain de Près e entregá-lo, minutos depois, em Montmatre, no norte da cidade.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pesquisa mostra que ciclistas vivem mais


Ciclistas ganham de 3 a 14 meses de vida
A Utrecht University, na Holanda, concluiu, em recente pesquisa, que andar de bicicleta traz enormes benefícios à saúde, mesmo levando em consideração a possibilidade de acidentes e da exposição à poluição do ar, quando se pratica esta atividade.
O universo abordado pela pesquisa foi o da região dos Países Baixos, onde o uso da bicicleta é amplamente incentivado e há estrutura para esse transporte ecológico. A conclusão dos pesquisadores mostra que os indivíduos que optam pelo uso frequente da bicicleta ganham de 3 a 14 meses de vida. Em contrapartida, a inalação de gases poluentes e o risco de acidentes de trânsito representam de 5 a 40 dias perdidos. A balança pende, sem dúvida nenhuma, para os benefícios que acompanham as bikes.
Além de ajudar a evitar problemas cardiovasculares, pedalar também auxilia no controle do peso corporal e na aptidão cardiorrespiratória. A musculatura das pernas, bastante exigida, também é melhorada com a prática.
Principalmente na época de verão, recomenda-se o uso de roupas adequadas, cuidados com a hidratação e nunca se exercitar em jejum. O uso de protetor solar e do capacete, quando se disputa espaço com os carros, é essencial.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Bikes com problemas nas barcas e no metrô


Entrar com bicicletas em transportes coletivos não tem sido fácil, pelo menos no Rio de Janeiro. Na barca Rio-Niterói, os ciclistas precisam pagar duas passagens: a própria e outra para a bicicleta. Já no metrô, as bikes são permitidas apenas nos finais da semana. De segunda à sexta, são proibidas.
Persistentes, muitos ciclistas encontram uma saída: as bicicletas dobráveis - bem mais caras que as comuns(em torno de R$ 4 mil), porém superpráticas e funcionais. Afinal, muita gente opta por usar o transporte coletivo num trecho e em seguida subir na bike para completar o trajeto até o trabalho.
Pasmem! Mesmo com as dobráveis, os seguranças ainda podem criar caso. É o que conta a arquiteta Lourdes Zunino: "Estava segurando a bicicleta dobrável e o segurança não me deixou entrar no metrô. Contrariada, abri a bicicleta e segui até a estação mais próxima. Desta vez, embarquei tranquilamente. Não há critério".
Neste caso, parece que estamos à mercê do humor (ou do mau humor) de seguranças sem treinamento adequado.




quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Primeira fábrica brasileira de bikes e motos elétricas começa a ser construída este mês

Modelo importado de bicicleta elétrica, que custa R$ 2 mil


A Kasinski informou que sua fábrica de bicicletas e motos elétricas, a primeira do país, começará a ser construída este mês na cidade de Sapucaia, região serrana do Rio de Janeiro. A fábrica será projetada dentro dos princípios de sustentabilidade.

A vantagem é que os modelos de bicicletas e motos elétricas serão mais baratos que os importados, hoje encontrados no mercado brasileiro. De acordo com a assessoria de imprensa da Kasinski, a proposta é que as bicicletas elétricas custem o preço médio das bikes comuns. Hoje, uma bicicleta elétrica, que pode ser usada por crianças acima de 14 anos e alcança uma velocidade de 40km/h, custa a partir de R$1.850. Estima-se que atualmente existam 5 mil bicicletas elétricas no Brasil, 30% no Estado do Rio. 
A nova unidade da Kasinski receberá investimentos de R$ 20 milhões e terá capacidade para produzir 10 mil unidades/mês. Lá, serão montados sete modelos de bicicletas e motos elétricas. Destes, quatro já estão sendo testados e devem entrar em produção ainda no primeiro semestre de 2011. São eles: dois tipos de bicicletas elétricas (sport e city), a mini scooter Prima 500 e a Scooter Prima Electra.
Único modelo que já é fabricado e vendido no Brasil, a Kasinski Prima Electra alia design europeu e baixíssimo nível de ruído. Segundo a fabricante a motocicleta chega a velocidade máxima de 60 km/h e tem autonomia para rodar 50 km com apenas uma carga. O preço sugerido é de R$ 5.290.