sexta-feira, 22 de outubro de 2010
CONTRA O LIXO: A GARIBIKE
Não é nada fácil manter limpo e asseado o pátio de uma escola. Os zeladores suam, exaustos, lutando com vassouras e pás, contra a sujeirada das crianças e seus lanches. Observando o trabalho duro e repetitivo dessa turma, as alunas Manoela Laffitte Bueno e Rafaella Keppen, do Ensino Médio, do Colégio Positivo, de Curitiba, inventaram a garibike _ uma das atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada este mês, em várias capitais do Brasil.
A garibike é uma bicicleta com coletor acoplado, que funciona com vassouras do tipo feiticeira. O equipamento permite que o gari recolha o lixo apenas passando com a bicicleta sobre ele.
O projeto Garibike foi um dos melhores colocados na Mostra de Soluções para uma Vida Melhor do Colégio Positivo em 2009 e, por isso, conquistou uma vaga para participar da Febrace 2010, realizada em março. Na Febrace, o trabalho recebeu o prêmio Inovação da empresa Whirlpool Latin America, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos da América Latina. Como prêmio, a Whirlpool doou um aspirador, para ser colocado no lugar da vassoura manual.
A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, que tem como objetivo promover atividades de divulgação científica em todo o país. Este ano, os eventos tiveram como tema a ciência para o desenvolvimento sustentável.
domingo, 17 de outubro de 2010
NOVAS CICLOVIAS NA ZONA OESTE
Começaram as obras para construção de 23 quilômetros de novas ciclovias na Zona Oeste. O trabalho deve durar oito meses, a um custo de R$ 19 milhões.
- A maior parte das ciclovias hoje no Rio de Janeiro é para lazer, como as da Zona Sul, mas essa é direcionada ao trabalhador. Ela terá uma função vital para valorizar o transporte alternativo - afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Com a construção desses trechos, a região passa a ter a maior malha de ciclovia contínua da cidade, que vai interligar sete bairros, totalizando 50 quilômetros. Na Zona Oeste, 53% dos moradores usam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, e 75% das pessoas que precisam de dois meios de transporte para chegar ao serviço utilizam a bicicleta como opção de integração. O projeto vai beneficiar 1,7 milhão de pessoas.
- A maior parte das ciclovias hoje no Rio de Janeiro é para lazer, como as da Zona Sul, mas essa é direcionada ao trabalhador. Ela terá uma função vital para valorizar o transporte alternativo - afirmou o prefeito Eduardo Paes.
Com a construção desses trechos, a região passa a ter a maior malha de ciclovia contínua da cidade, que vai interligar sete bairros, totalizando 50 quilômetros. Na Zona Oeste, 53% dos moradores usam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho, e 75% das pessoas que precisam de dois meios de transporte para chegar ao serviço utilizam a bicicleta como opção de integração. O projeto vai beneficiar 1,7 milhão de pessoas.
sábado, 9 de outubro de 2010
A História ensina...
A Ecologia e o conceito do desenvolvimento sustentável, embora sejam conhecimentos de destaque na atualidade, não foram criados pelos homens de hoje. Desta vez, o projeto 1 Carro a Menos aproveita para divulgar uma relíquia histórica com o objetivo de estimular a reflexão.
A carta que o cacique Seatlle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, escreveu ao Presidente Franklin Pierce, dos Estados Unidos, em 1855 - após o governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir o território da tribo - é um documento que mostra como nossa sociedade perdeu tempo apenas destruindo.
Este sábio índio norte-americano do século XIX dá uma aula de sustentabilidade ao homem ocidental contemporâneo, ainda criança neste tema. Leia abaixo um trecho da carta:
“(...) Como podes comprar o vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como podes então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre coisas de nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença de meu povo.
Sabemos que homem branco não compreende nosso modo de viver. Para ele, um pedaço de terra é igual a outro. Porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, é sua inimiga, e depois de a esgotar, ele vai embora. Deixa para trás a cova de seu pai, sem remorsos. Rouba a terra dos seus filhos. Nada respeita. Esquece o cemitério dos antepassados e o direito dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás só desertos. (...)
Se todos os animais desaparecessem, os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quando acontece aos animais pode afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra” (Cacique Seatlle, 1855)
A carta que o cacique Seatlle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, escreveu ao Presidente Franklin Pierce, dos Estados Unidos, em 1855 - após o governo norte-americano haver dado a entender que desejava adquirir o território da tribo - é um documento que mostra como nossa sociedade perdeu tempo apenas destruindo.
Este sábio índio norte-americano do século XIX dá uma aula de sustentabilidade ao homem ocidental contemporâneo, ainda criança neste tema. Leia abaixo um trecho da carta:
“(...) Como podes comprar o vender o céu, o calor da terra? Tal ideia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como podes então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre coisas de nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença de meu povo.
Sabemos que homem branco não compreende nosso modo de viver. Para ele, um pedaço de terra é igual a outro. Porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, é sua inimiga, e depois de a esgotar, ele vai embora. Deixa para trás a cova de seu pai, sem remorsos. Rouba a terra dos seus filhos. Nada respeita. Esquece o cemitério dos antepassados e o direito dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás só desertos. (...)
Se todos os animais desaparecessem, os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quando acontece aos animais pode afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto fere a terra fere também os filhos da terra” (Cacique Seatlle, 1855)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Google e suas rotas para os ciclistas
Nos Estados Unidos, a construção de ciclovias e a crescente cultura da bicicleta já chamam atenção do mainstream. E os ciclistas passaram a ter um aliado gigante: o Google.
Durante o 10th Annual American Bike, realizado em Washington, há dois meses, o Google anunciou que sua rede mapas está incluindo ciclovias para 150 cidades dos Estados Unidos. O projeto inclui 15 mil milhas de trilhas para bicicleta, reunidas pela ong Rails-to-Trails Conservancy, que tem recolhido informações de ciclovias para seu site desde 2007.
Google tomou a decisão após receber um abaixo-assinado com mais de 50.000 assinaturas pedindo que as ciclovias fossem adicionadas aos mapas da Internet.
Durante o 10th Annual American Bike, realizado em Washington, há dois meses, o Google anunciou que sua rede mapas está incluindo ciclovias para 150 cidades dos Estados Unidos. O projeto inclui 15 mil milhas de trilhas para bicicleta, reunidas pela ong Rails-to-Trails Conservancy, que tem recolhido informações de ciclovias para seu site desde 2007.
Google tomou a decisão após receber um abaixo-assinado com mais de 50.000 assinaturas pedindo que as ciclovias fossem adicionadas aos mapas da Internet.
Fazendo um pequeno retrospecto, o Google oferece instruções de direção desde 2005, e em 2007, passou a acrescentar rotas de trânsito. Um ano depois, veio a navegação para pedestre. Agora, é a vez dos ciclistas no Google Maps.
Aqui, no Brasil, o Google Maps já mostra os pontos de aluguel de bicicletas em São Paulo. Bem, já é um começo...
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Troque a buzina pela música
Nosso amigo e DJ Luizinho LBF fez um set exclusivo pra você baixar e curtir enquanto corre, pedala, anda de skate, patins e até no ônibus. Bem melhor do que ficar ouvindo buzina. Segundo o próprio Luizinho, "A sequencia foi feita para ser ouvida curtindo a paisagem, onde a cada minuto uma surpresa acontece". Luizinho LBF toca e produz a festa Little Black Is Fuck, uma das mais antigas e cultuadas do Rio. É só clicar, baixar e curtir. Bom passeio para todos! Valeu, Luizinho!
Set blog 1 carro a menos by LuizinhoLBF
[Marcio]
Set blog 1 carro a menos by LuizinhoLBF
[Marcio]
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Bicicleta também é arte, em movimento
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| Bicicleta de carga com GPS em galeria em Londres |
Uma bicicleta de carga ao estilo chinês, mas com a incorporação do sistema de rastreamento de GPS, é o destaque da exposição Sanitov Arte em Movimento na galeria Wayward no East End, em Londres, durante London Design Festival.
De fato, é uma simples bicicleta de carga, mas por estar ligada a um sistema GPS, possibilita o mapeamento dos movimentos das pessoas nas cidades ao redor do mundo.O Studio Sanitov espera criar um projeto de arte colaborativo, baseado nas informações de GPS das vias para ciclistas.
Nas palavras dos organizadores da exposição: "Quando nos movemos em grandes centros urbanos do mundo, estamos participando de uma série orquestrada de vibrações ... Por fim, fazemos do movimento não somente uma atitude sustentável, mas uma forma de arte".
Aqui, no Brasil, em Belém do Pará, o Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis mostra um desfile de bicicletas envenenadas e transformadas em miniequipes de som. Boa ideia para uma festa ao ar livre, não?
Já ouvimos por aí que bicicleta é saúde, sustentabilidade, qualidade de vida... e agora também é arte...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Zipcar: o uso consciente dos carros
Zipcar é uma empresa que aluga automóveis por hora ou dia. Ela foi fundada em 2000, em Cambridge, Massachusetts, pelos residentes Robin Chase e Antje Danielson.
Em 2009, Zipcar se tornou o maior serviço de compartilhamento de carros do mundo, atuando em 49 cidades dos Estados Unidos, em Vancouver, Toronto e em Londres.
Os usuários, chamados "zipsters", podem visualizar a disponibilidade do veículo e reservá-lo no auto-atendimento via Internet, iPhone ou pelo telefone. O aluguel pode ser feito pelo período de uma hora a 1 dia e os carros devem ser pegos e devolvidos no mesmo local.
O preço pago pela reserva inclui seguro, combustível, manutenção e lavagem do carro. Um membro pode reservar e usar um veículo Zipcar em qualquer cidade Zipcar. A ideia é justamente fazer com que as pessoas deixem de ter o seu carro próprio a apostem no compartilhamento e no uso do veículo de passeio apenas no momento em que é necessário. Isso faz com que a quantidade de carros nas ruas diminua e, consequentemente, a poluição e os congestionamentos também.
Assista à palestra de Robin Chase no TED. Se quiser, selecione a opção de legenda em português.
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